segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Capitulo I

Capitulo I
Você não pode vencer uma discussão.

Por que provar a um homem que ele está errado? Isso fará com que ele goste de você? Então, porque não evitar com que ele fique envergonhado? Porque discutir com ele? É sempre interessante evitar um ângulo agudo. Não embarace um homem, será muito melhor se você não for argumentativo. Pense nisso e chegará a uma conclusão que há apenas um caminho para conseguir o melhor numa discussão, que é “correr dela, correr como você correria de uma cobra ou de um tremor de terra”.
Nove em dez vezes, uma discussão termina com cada um dos contestantes convencido, mais firmemente do que nunca, de que está absolutamente certo.
Você não pode vencer uma discussão. Não pode porque, se perder, perdeu mesmo, e, se ganhar, também perdeu. Por quê? Bem, suponha que triunfou sobre um outro homem e arrasou seus argumentos cheios de pontos fracos e provou que ele está errado. Que aconteceu? Você o fez sentir-se inferior. Você lhe feriu o amor-próprio. Ressentirá seu triunfo. E “um homem convencido contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior”.
Como Benjamim Franklin dizia: “Quando você discute, inflama-se e se contradiz; pode, algumas vezes, conseguir uma vitória; mas será uma vitória sem proveito porque nunca contará com a boa vontade de seu oponente”.
Você pode estar certo, morrer certo, apressar-se para provar no correr da discussão, mas estará longe de mudar o pensamento em que está interessado o outro homem, que provavelmente ficará tão fútil como se estivesse errado.
Pois bem, comece a treinar para refrear a linguagem e evitar lutas verbais. Faça as pessoas se sentirem importantes. Assim que a importância do outro for reconhecida, a discussão for cessada e o que ele tiver ensejo para dar expansão ao seu “ego”, tornar-se-á um ser humano simpático e bondoso.
Buda dizia, “um mal entendido nunca termina pela discussão, mas pela tática, diplomacia, conciliação e um desejo simpático de ver o ponto de vista da outra pessoa” e Lincoln disse certa vez que: “Nenhum homem que está decidido a elevar-se ao máximo pode ter tempo para conter-se. Menos ainda pode esforçar-se no medir as conseqüências, inclusive da perversão do tempo seu temperamento e a perda do controle de si mesmo. Seja mais condescendente nas coisas para as quais você não demonstrou senão direitos iguais: e conceda menos nas em que seu direito e claro. É preferível ceder o caminho a um cachorro a ser mordido por ele, disputando-lhe um direito. Mesmo matando o cachorro não se evitará a dentada”.
Num artigo de Bits and Pieces (Bocados e Pedaços), apareceram algumas sugestões para se impedir que uma divergência se transforme numa discussão: Acolha a divergência. Lembre-se do lema: quando dois sócios se discordam sempre, um deles não é necessário. Se existe alguma questão sobre a qual você não havia pensado antes, agradeça se alguém chamar a sua atenção para ela. Talvez esse desacordo seja sua oportunidade de se corrigir antes de cometer um erro grave.
Desconfie da sua primeira impressão instintiva. Nossa primeira reação espontânea numa situação desagradável é de nos colocarmos na defensiva. Seja cuidadoso. Mantenha a cama e preste atenção a sua primeira reação. Talvez seja o que há de pior e não de melhor em você. Controle seus impulsos. Lembre-se: você pode medir a grandeza de uma pessoa por aquilo que a deixa irritada. Ouça em primeiro lugar, dê aos seus adversários a oportunidade de falar, deixe-os terminar o que têm a dizer. Não resista, não se defenda ou debata, essa atitude apenas levanta barreiras. Procure construir pontes que conduzem a compreensão. Não erga barreiras altas de desentendimento. Procure áreas de concordância. Depois de ter ouvido o que seus adversários tem a dizer, primeiro reflita sobre os pontos e as áreas com os quais você concorda. Seja honesto. Procure áreas nas quais poderá admitir que errou e confesse. Peça desculpas por seis erros. Essa atitude ajudara a desarmar seus adversários e reduzir suas defesas. Prometa que pensara sobre as idéias de seus adversários e as estudes cuidadosamente. Seja sincero, pois seus adversários podem estar certos. Nesse estagio é bastante concordar em pensar sobre os pontos colocados por eles, mais fácil ainda do que adiantar-se apressadamente e colocar-se numa situação que propiciará aos seus oponentes dizerem: “Tentamos dizer-lhe isso, mas você não quis nos ouvir”.
Agradeça sinceramente aos seus adversários pelo interesse que eles demonstram. A pessoa que discorda de você esta interessada nas mesmas questões que você. Pense nela como uma pessoa que realmente quer ajudá-lo e lograra transformar seus adversários em amigos.
Adie a reação para dar tempo a ambas as partes de repensar sobre o problema. Surgira que se realize um novo encontro mais tarde no dia ou no dia seguinte, quando todos os fatos poderão ser levantados para sustentar as opiniões. Ao prepara-se para esse encontro, pergunte a você mesmo algumas questões decisivas como: Meus adversários podem estar certos? Ou parcialmente certos? Existe alguma verdade ou valor na posição ou no argumento que adotam? Minha reação é adequada para resolver o problema ou apenas resultará em frustração? Minha reação fará meus adversários recuarem ou se aproximarem de mim? Minha reação ajudará a aumentar a estima que as pessoas têm por mim? Ganharei ou perderei? Que preço pagarei, caso venha a ganhar? Se eu descansar em relação a isso, a divergência desaparecerá? Será essa situação difícil uma ocasião favorável para mim?

Principio 1
O melhor meio de vencer uma discussão é evitá-la

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